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	<title>Imaginarte Marketing Cultural &#38; Eventos &#187; Colunistas</title>
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		<title>A Arte e a Cultura da Baixada Fluminense</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 00:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claudina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Baixada Fluminense, periferia da região metropolitana do Rio de Janeiro, vem, aos poucos, reescrevendo a própria história. A denominação “baixada” é recente, pois, até o século XIX, a região era chamada “Baixada da Guanabara”. Sempre foi uma região muito próspera, primeiro com os engenhos de açúcar, depois com a produção de café e, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <span id="more-525"></span>A Baixada Fluminense, periferia da região metropolitana do Rio de Janeiro, vem, aos poucos, reescrevendo a própria história. A denominação “baixada” é recente, pois, até o século XIX, a região era chamada “Baixada da Guanabara”. Sempre foi uma região muito próspera, primeiro com os engenhos de açúcar, depois com a produção de café e, até o século passado, com a laranja. Frequentemente escrita, fotografada e interpretada por gente que se encanta diante de tanta riqueza cultural, a Baixada desponta como região promissora no Estado, como consequência do crescimento do espaço urbano, econômico e até da importância política.<br />
Sua cultura tem a forte influência dos negros e nordestinos que engrossam a estimativa de aproximadamente quatro milhões de habitantes, segundo os dados do IBGE, e, mesmo assim, é tão pouco equipada com aparelhos culturais e de educação. Segundo os dados do Sindicato de Artistas e Técnicos em Espetáculos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (SATED/RJ), é da Baixada Fluminense o maior número de profissionais com registro profissional no interior do Estado do Rio de Janeiro, abrigando, portanto, significativa mão-de-obra para a capital.<br />
Vêm ocorrendo excelentes iniciativas por parte do terceiro setor, inclusive do setor privado, ora numa tentativa de minimizar as desigualdades nas oportunidades de acesso à produção cultural, ora para atender ao crescente interesse da população em apreciar as mais diversas manifestações artísticas. Dentre estas iniciativas, há os grupos de dança (do maculelê ao clássico), as mostras de teatro (dos amadores aos profissionais), as coletâneas literárias e mostras de música (dos grupos de pagode aos de especialidade erudita), revelando o inquestionável talento e competência desses cidadãos.<br />
Os artistas da Baixada Fluminense, em suas diferentes segmentações, têm buscado incessantemente conquistar um espaço de convivência sem preocupação partidária ou qualquer bandeira; eles compartilham a condição de viverem numa região periférica e a determinação de que algo extraordinário aconteça. E assim também continuam as ONGs com seus cursos de música, de circo, de dança, de teatro, motivando, empreendendo, oportunizando novos cidadãos, afirmando a beleza de seus cantos, seus gestos, sua arte.<br />
A emoção faz parte desse povo que, ao ter a chance de se expressar, deixa transparecer a explosão da alegria e a certeza de seu valor cultural. A autoestima vem aumentando. A Baixada tem o seu dia, 30 de abril, marco da sua expansão pela inauguração da primeira estrada de ferro construída no Brasil.<br />
Às organizações que defendem e procuram integrar a sociedade “baixadense” creditamos o sucesso desse reconhecimento mútuo. Muitos encontros e muitas articulações são essenciais, como a idealização do Consórcio Intermunicipal de Cultura, iniciada no ano 2000 na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBEF), e, agora, a concretização de um sonho, que é a reestruturação do Centro de Artes e Cultura da UFRRJ, no campus Seropédica.<br />
A Baixada Fluminense é um diamante que vem sendo lapidado por uma pluralidade sem fim de talentos ainda escondidos. Com toda essa força e empreendimento, pretendemos revelar ao mundo todo esse potencial; temos a chance de fortalecer tanto culturalmente como economicamente o Estado do Rio de Janeiro, vitrine de um país livre, rico, com intensa diversidade natural e cultural.<br />
Assim experimento e sinto-me envolta numa vibração de esperanças que se renova a cada dia em milhares de cidadãos que produzem suas riquezas com fé, com garra, com arte, que geram o progresso que multiplica em cada rua, em cada bairro, em cada cidade, o real sentido da vida.</p>
<p>* Claudina Oliveira é Atriz; Diretora de Produção; diretora do Fórum de Cultura da Baixada Fluminense; idealizadora e realizadora do EncontrArte – Encontro de Artes Cênicas da Baixada Fluminense e realizadora do projeto Miss Baixada desde a primeira edição.<br />
 Contato: (21) 8605-1938 / 9747-0599 &#8211; claudinaoliveira@gmail.com</p>
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		<title>Baixada e a Produção Cultural</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 22:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>genesis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com seus 3.5 milhões de habitantes a Baixada Fluminense, hoje dividida entre os municípios de Japeri, Paracambi, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé e Guapemirim, tem um processo de ocupação bastante diferenciado das demais regiões metropolitanas das capitais dos Estados Brasileiros. O Rio de Janeiro, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-492"></span>Com seus 3.5 milhões de habitantes a Baixada Fluminense, hoje dividida entre os municípios de Japeri, Paracambi, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé e Guapemirim, tem um processo de ocupação bastante diferenciado das demais regiões metropolitanas das capitais dos Estados Brasileiros. O Rio de Janeiro, por ter sido capital desde a colônia sempre somou um grande número e cada vez mais crescente de equipamentos culturais, como museus, salas de teatro, de música, centros esportivos, centros de convenções e demais Órgãos e Instituições que dedicam-se as atividades ligadas a cultura.</p>
<p>A periferia sempre carente destes equipamentos e atividades culturais, ficou relegada ao esquecimento e a exclusão das decisões, formando gerações alienadas quanto ao avanço do pensamento moderno, e as mudanças de caráter cultural que processava no mundo contemporâneo. A televisão e o rádio foram e têm sido os veículos condutores de alguma forma dos processos de mudança, o que permitiu atitudes comportamentais em relação ao mundo intelectual.<br />
Chegamos ao início do século XXI na Baixada com uma defasagem de equipamentos culturais que só pode ser explicado a luz dos processos de discriminação e da exclusão social.</p>
<p>A Baixada conta hoje com salas de teatro nos municípios de São João de Meriti (SESC), Queimados (Prefeitura), Duque de Caxias (do SESI e Câmara Municipal) Nova Iguaçu (Prefeitura), Nilópolis (Prefeitura), Nova Iguaçu (SESC). Com exceção das salas do SESC e da Prefeitura de Queimados as demais são bastante tímidas e não estão preparadas para grandes espetáculos.</p>
<p>Centros Culturais ou espaços para atividades culturais diversas, aparecem nos municípios de São João de Meriti, Nilópolis, N. Iguaçu, Belford Roxo e Duque de Caxias, o que permitem a estes municípios, dependendo dos projetos desenvolvidos em cada Secretaria de Cultura, ocupá-los com atividades culturais.</p>
<p>Com relação às artes plásticas somente o SESC de Nova Iguaçu tem um espaço dedicado permanentemente à exposição. O artista plástico na Baixada expõe suas obras em salões adaptados, em restaurantes e churrascarias, nos Centros Culturais, que não possuem iluminação suficiente, segurança para as obras e tudo o necessário para a valorização da obra de arte.</p>
<p>A preservação da memória através de centros de referência ou museu, só existe a iniciativa do IPAHB em São João de Meriti, que ainda é bastante pequeno e não possui um acervo significativo.</p>
<p>Quanto a música somente os municípios de São João de Meriti e Nilópolis possuem Escola mantida pelo poder público, com bastante carência e falta de espaço adequado para o aprendizado na diversidade dos instrumentos.</p>
<p>A produção artesanal é significativa, no entanto, não há iniciativas públicas ou privadas, com cooperativas ou galpões do artesão, organização e venda da produção. Não há um artesanato típico e o que se produz é para consumo imediato que é levado para as feiras e são vendidos na rua junto do mercado livre e atravessado pelos camelôs.</p>
<p>A produção editorial entre poetas, escritores e intelectuais diversos é muito pequena frente ao universo populacional. Não há dados precisos, podemos afirmar sem muita margem de erro que não se produz por ano mais do que 06 títulos de obra na Baixada. Acreditamos até, que a produção existe, porém, pela falta de recursos estas obras não são publicadas.</p>
<p>As instituições culturais que estão ligadas ou não ao poder público que merecem destaque estão o IPAHB (trabalha as questões de memória e patrimônio histórico), a Casa da Cultura (trabalha com as artes em geral), o INCAPRA (trabalha com comunidade Afro), a A.M.C (trabalha Compositores da Baixada), todos de SJMeriti. Em Nilópolis encontramos o Alma Barroca (trabalha com as artes em geral). Em Nova Iguaçu destacamos o Onda Verde (trabalha com ecologia e cultura em geral). Em Queimados o Projeto de Jovens e Adolescentes (Cultura e Educação). Em Duque de Caxias a Associação dos Artistas Plásticos, Associação das Folias de Reis, O Cine Clube Mate com Angu e o Instituto Histórico da Câmara Municipal de Duque de Caxias.</p>
<p>Constata-se que são muitas instituições que anonimamente vem ocupando os espaços que deveriam ser ocupados pelo Poder Público. Na realidade iniciativas particulares ou de grupos produzem ações culturais de qualidade, no vácuo deixado pelos agentes públicos.</p>
<p>As questões culturais da Baixada Fluminense sofrem dos mesmos males que atormentam a cultura brasileira, entre os muitos males quero destacar os que eu considero os mais pertinentes. Primeiramente os orçamentos municipais para a cultura são medíocres e giram em torno de 0.5 a 0.7 %, consumidos basicamente com folha de pessoal. Não há dinheiro para investimentos físicos e projetos culturais.</p>
<p>Outra questão de grande relevância é o gerenciamento da cultura. Há municípios que o gestor é fruto de acordos políticos e a pasta é entregue a cidadãos sem nenhuma experiência e conhecimento do universo cultural. Soma-se ainda, a falta de formação intelectual e acadêmica, credenciamentos necessários para uma boa gestão, isto tudo vem dificultando o desenvolvimento de projetos. Esses fatores geram a falta de continuidade, provocando a obstrução das relações interpessoais com os agentes culturais.</p>
<p>Desta forma podemos observar que há municípios que avançam quando se tem como gestor indivíduos com formação e compreensão das áreas culturais e retrocede quando a escolha é mal feita e quem perde é o povo, não só do município mas a Baixada como um todo.</p>
<p>Um fator que também incomoda no desenvolvimento das atividades culturais é a improvisação. Não conheço hoje dentro do universo cultural da Baixada, municípios que têm projetos de médio e longo prazo. As ações são invarialvemente voltadas para o imediatismo e para política de eventos, ou quando muito, projetos pontuais. Um plano de Cultura importaria a organização dentro do município de infra-estrutura física, material e humana capaz de suportar a demanda cultural de qualidade, operacionalidade e resultado transformador.</p>
<p>Colunista &#8211; Genesis Torres</p>
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