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História de Queimados

História de Queimados

VISTA PANORÂMICA DA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS – DÉCADA DE 40.

VISTA PANORÂMICA DA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS – DÉCADA DE 40.

Começou com a Colonização e ocupação das terras que hoje compõem o Município de Queimados, começa com a doação a Garcia Ayres da primeira sesmaria em 1592, depois 1593 a Baltazar da Costa, em 1615 com Lourenço São Paio, 1619 com Manoel Corrêa e Antonio Francisco Alvarenga. Ainda no século XVII, para a Condessa de Vimeiro, passando por Jerônimo Pires, Bernardino Machado, que foi mais tarde arrematado por João Alves Pereira. Passando por Dnª Paula de Galegos que se desfez em 1667, por transação com Martins Corrêa Vasqueanes. Em 1702 foi doada a Guiomar de Brito, passando para o Marquês de Abrantes. Em 1720, são todas essas terras alienadas ao Capitão-mor Manoel Pereira Ramos e sua mulher Helena de Andrade Souto Maior Rendon, havendo o casal mandado erigir a capela sob a invocação de N. S. da Conceição, sua obra foi concluída em 1737.

VISTA PARCIAL DA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS NA DÉCADA DE 40.

VISTA PARCIAL DA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS NA DÉCADA DE 40.

Em 1774 as terras foram adquiridas pelo Conde Modesto Leal, que anos mais tarde as transmitiu à Sociedade Anônima Normandie, que procurou loteá-las. Queimados tem um Distrito e este tem a sua origem na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu, confirmada por Alvará de 4 de Fevereiro de 1759. Era de Propriedade do Conde de Aljesur, que posteriormente vendeu a família Guinle.

ESTAÇÃO DE QUEIMADOS – ANO DE 1955.

ESTAÇÃO DE QUEIMADOS – ANO DE 1955.

A cidade de Queimados, esta situada na zona oeste da Baixada Fluminense, emancipado do Município de Nova Iguaçu através da Lei Complementar nº 1793/90, possui em sua História a tradição popular que conta que o nome de Queimados, surgiu num improviso de D.Pedro II, que chegando a cidade no dia 29 de março de 1858, a bordo de um comboio puxado pela locomotiva “Baronesa”, quis se dirigir ao povo daquela localidade que o homenageava, e perguntou a sua comitiva o nome daquele lugar. Como ninguém soubesse informar o nome daquele pequeno povoado, o Imperador olhou ao redor, procurando algo de referencial para que pudesse batizar aquele povoado, quando se deparou com uma “queimada” feita nas imediações. Não teve dúvidas e de estalo batizou o lugarejo com o nome que perdura até a atualidade. Queimados, na época, era o ponto final da ferrovia que ligaria a capital do Império, a cidade do Rio de Janeiro, até a cidade de São Paulo. Conta-se também, que serviu de refúgio a escravos e a exílio de leprosos, podendo a referida “queimada” ser de corpos de escravos fugidos, para servir de exemplo, ou de corpos de leprosos, já que naquela época, queimava-se os corpos dos leprosos falecidos, como forma de controle da doença. E isso pode ser constatado, porque existiu um hospital de leprosos, no bairro denominado Ponte Preta, dando a origem à Estrada do Lazareto. Queimados, até o século passado, fazia parte da área territorial da Fazenda do Conde Modesto Leal, que também incluía as localidades de Cabuçu, Marapicu e Prados Verdes. Esta fazenda estendia-se até os atuais Municípios de Itaguaí e Seropédica e se limitava nas matas do Rio Douro e de Jaceruba. Mais tarde essa propriedade foi comprada pela família Guinle, nome de batismo da principal Avenida de Queimados, a Avenida Irmãos Guinle. Dessa grande área, cerca de cem alqueires foram desmembrados e adquiridos pela família Azevedo, que vendeu em 1928 ao Dr. Guilherme Weinscheinck, que denominou como Fazenda Queimados. Vestígios dessa época são registrados pela população, que hoje chama o lugar que antes ficava a Sede da Fazenda de: “Fazenda Fanchem”, ou simplesmente “ Fanchem “.

Queimados foi elevada a condição de Distrito por duas vezes, até que em 1911, a sede do Distrito era Marapicu, quando a Lei 2008 a transferiu para o atual Município, o que não durou muito, porque em 1919 retornou a Marapicu e , cinco anos mais tarde, estabeleceu-se definitivamente na atual sede do Município. Durante a época de Ouro, o cultivo de laranja, em Queimados deu uma grande contribuição à economia do estado com vagões abarrotados dessas frutas em direção à Capital, para que fossem exportadas. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, os navios da Marinha Mercante Brasileira foram enviados à Itália, a serviço dos aliados, para combater os nazistas, com isso prejudicando em muito o comercio internacional dos saborosos frutos cítricos queimadense. Sem mercado interno de consumo, as grandes fazendas de laranja começaram a ruir, dando lugar aos primeiros loteamentos, Vila das Mangueiras, Vila das Porteiras, Vila dos Bambus e Vila do Tinguá, abrigando emigrantes oriundos de Minas Gerais, Espírito Santo e Nordeste, que em busca de emprego na Capital da República, encontravam terrenos baratos na baixada fluminense e, conseqüentemente, em Queimados. Após várias lutas, o processo de Emancipação de Queimados sai vitorioso em plebiscito de 25 de novembro de 1990, que é transformado em Lei nº 1.773 de 21 de dezembro de 1990, desmembrando-se assim do Município de Nova Iguaçu. Sua primeira eleição ocorreu em 03 de outubro de 1992, dando posse ao primeiro Prefeito em 1º de Janeiro de 1993.

Queimados

Queimados

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PÓLO INDUSTRIAL DE QUEIMADOS: PRINCIPAL GERAÇÃO DE RENDA DO MUNICÍPIO.

Data de Fundação: 25 de novembro de 1990
Gentílico: queimadense
Área: 76,921 km²
Altitute: 30 m
Distância da Capital: 53 Km
População: 121.993 (CENSO 2000) – 139.118 (Estimada julho/2006)
Eleitores: 84.482 (TSE maio/2006)
IQM-2000: Classificação Estadual: 44
IDH-2000: Classificação Estadual: 74
Municípios Limítrofes: Nova Iguaçu, Seropédica e Japeri
Principais Rios: Rio Guandu, Rio D’Ouro
Principais Atividades Econômicas: Indústria e Comércio
Padroeira: Nossa Senhora da Conceição (8/12)