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	<title>Imaginarte Marketing Cultural &#38; Eventos &#187; Japeri</title>
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		<title>História de Japeri</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Japeri]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem procurar nos anais do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, uma explicação para o nome Japeri, ficará sabendo que esta denominação substituiu, a partir de janeiro de 1947 o nome de Belém, dado a localidade pelos bandeirantes paulistas, responsáveis por sua fundação e que permaneceram em seu território por quase dois séculos. Segundo registro [...]]]></description>
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<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Quem procurar nos anais do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, uma explicação para o nome Japeri<span id="more-299"></span>, ficará sabendo que esta denominação substituiu, a partir de janeiro de 1947 o nome de Belém, dado a localidade pelos bandeirantes paulistas, responsáveis por sua fundação e que permaneceram em seu território por quase dois séculos. Segundo registro no livro Toponímico Carioca, a palavra Japeri é de origem indígena e denominava uma planta semelhante ao junco, que flutuava nos pântanos da região, a qual os índios chamavam Yaperi (Yapó-Yui) que em tupi-guarani significa aquilo que flutua. Contudo, não existiam tribos indígenas assentadas em Belém, quando se deu a sua fundação. Os Silvícolas que por aqui passavam eram de tribos Itaguais, que habitavam as terras às margens do rio Guandu, onde se acha hoje o município de Itaguaí.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Mas a história de Japeri tem início, verdadeiramente, no dia 13 de agosto de 1743, quando de sua fundação, por Inácio Dias da Câmara Leme, denominado Morgado de Belém. As terras, que até então pertenciam à Freguesia de Paty do Alferes, passou à Freguesia de Sacra Família de Tinguá, a partir de 1750. Inácio leme, o primeiro Morgado, foi mais tarde sucedido por seu pai, Fernando Paes Leme, o Marquês de São João Marcos, que deu à localidade grande desenvolvimento. Além de incentivar a lavoura, montou vários engenhos de açúcar, construiu inúmeras casas, erigiu a Igreja do Menino de Deus de Belém, inaugurou a primeira escola (em 1872) e até criou um teatro. Ainda por influência do marquês, foi construída a Estrada de Ferro de Dom Pedro II, cuja estação foi inaugurada em 8 de dezembro de 1858.<br />
Com a morte de Fernando Paes Leme, seus herdeiros venderam, em 1890, todo o acervo da fazenda de Belém à Companhia Industrial de seda e Ramie, que dissolvida em 1904, distribuiu suas terras entre seus acionistas, sendo a maior parte, vendida à Empresa de Obras Públicas do Brasil, sendo repassada, dois anos depois, para Raimundo Otoni de Castro Maia. A partir desta época, as terras de Belém passam a viver algo que se pode chamar de peregrinação geográfica, sendo anexadas a outras localidades, de tempos em tempos. Em 1906, a localidade, então distrito de Vassouras cede uma parte de seu território para Nova Iguaçu, anexando-o ao 2º distrito daquele município. No ano seguinte, o distrito de Tairetá volta a ser 7º distrito de Vassouras, e só em 1947 Belém passa a chamar-se Japeri.<br />
No ano de 1951, a antiga Belém passa a constituir, juntamente com Engenheiro Pedreira, o distrito de Japeri, 6º distrito de Nova Iguaçu. Em seguida, as administrações foram consideradas regionais, por haver em um só distrito, duas localidades distintas. Por isso foram criadas as Administrações Regionais de Engenheiro Pedreira e Japeri. Embora não tendo havido medidas complementares, a nova organização serviu para melhorar as relações entre a comunidade e a chefia do Executivo Municipal. Assim, durante mais de duas décadas, vários nomes passaram pela administração regional de Japeri. A partir de 1989, o município de Nova Iguaçu passou a ter 13 Sub-Prefeituras, e no 6º distrito foram criadas duas delas: Japeri e Engenheiro Pedreira. Por esta razão e por estarem politicamente constituídas em um único distrito, surgiu o primeiro movimento de emancipação, visando a beneficiar a localidade.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Anteriormente, houve a tentativa de anexar o 6º distrito de Nova Iguaçu ao Município de Paracambi. Em seguida, foi efetuada uma nova tentativa de emancipar o 2º e o 6º distrito: Queimados e Japeri, respectivamente. Uma terceira tentativa com o mesmo objetivo foi contida por uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral, que vetava a criação de novos municípios. Contudo, um plebiscito em 30 de junho de 1991, com a finalidade de obter a emancipação política-administrativa de distrito, resultou na criação do Município de Japeri, constituído pelas localidades de Japeri, Engenheiro Pedreira, Jaceruba e Rio D’Ouro.</span></p>
<p><strong>HISTORICO DA LINHA:</strong> Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali construída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o &#8220;Barrinha&#8221;, até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe&#8230; para trens cargueiros.</p>
<p><strong>A ESTAÇÃO: </strong>A estação de Belém foi inaugurada em 1858, ás margens da Estrada do Presidente Pedreira, localização que constava, no decreto 4373 de 20 de maio de 1869, ou seja, 11 anos depois da abertura da estação. Foi o ponto terminal do segundo trecho inaugurado pela E. F. Dom Pedro II &#8211; o primeiro foi até Queimados. &#8220;Na estação de Belém a plataforma não é coberta&#8221; (Relatório apresentado a S. Ex. o Sr. Conselheiro Joaquim Antão Fernandes Leão, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Públicas, pelo Conselheiro Manoel da Cunha Galvão, em 29/10/1868). A partir de 1898, passou a ser também estação da E. F. Melhoramentos, que vinha também do centro do Rio de Janeiro (da estação Alfredo Maia) e seguia, sempre com bitola métrica, para Porto Novo, também galgando a serra do Mar. A Central do Brasil acabou por incorporar essa linha em 1903, alterando seu nome para Linha Auxiliar. &#8220;(&#8230;) depois a rodaria da locomotiva até Belém. Aí uma baldeação incômoda por afluência de passageiros, alguns aliviados de dinheiro por gatunos, muitos condenados a viajar de cegonha, num pé e noutro. Novo trem, nova máquina, nova linha, não nova, a da antiga Estrada de Ferro Melhoramentos. A Central chamou-a a si e, para mostrar superioridade, crismou, denominando-a Linha Auxiliar.&#8221; (Revista Eu Sei Tudo, fevereiro de 1930). Na viagem relatada, o passageiro veio da estação Dom Pedro II até Belém pela linha principal, baldeando na estação a para a Linha Auxiliar. Era praticamente a primeira parada do trem para São Paulo ou Belo Horizonte, depois de sair do Rio de Janeiro, sendo que em algumas épocas havia paradas intermediárias, como em Cascadura, Deodoro ou Nova Iguaçu. Nos anos 40 a estação alterou seu nome para Japeri. Mais tarde, era ali o ponto de partida do trem Barrinha, que transportava passageiros e a produção agrícola da serra para Barra do Piraí, e foi extinto em 1996 depois de um grande desastre com vítimas. Por ocasião do lançamento dos selos em homenagem às estações Luz, Japeri e São João Del Rei, a Revista Ferrovia de julho e agosto de 1984, publicou o seguinte texto sobre a estação Japeri: &#8220;O prédio no mesmo estilo das construções usadas no norte da Europa, foi construído na técnica enxaimel, que consiste em estacas ou caibros de madeira constituindo um engradado destinado a receber a vedação de alvenaria de tijolo maciço. O telhado, em telhas francesas originais, é formado de três elementos: o primeiro cobrindo o corpo principal do prédio; os outros dois, em quatro águas com mansardas cobrindo os dois pavimentos superiores que formam os corpos laterais. Os elementos decorativos das fachadas são compostos pela própria estrutura de madeira formando desenhos geométricos, pelas mãos francesas e pelos apliques em madeira recortada.&#8221; (Colaboração de Jorge Alves Ferreira, de Juiz de Fora, MG) &#8220;Não tinha lugar nos bancos mas por sorte achei um espaço pra sentar no chão próximo a uma das portas. A viagem que em média dura 1 hora e meia, levou duas horas. Cheguei na estação de Japeri por volta das 8 da noite. Parei num quiosque que fica dentro da estação. Conheço o pessoal de lá de outras vezes que fui a Serra do Mar. Estava com fome e queria poupar meu estoque de suprimentos para a caminhada propriamente dita. Comi um salgado de frango (eu acho) e um refrigerante. Comentava com o dono do quiosque sobre meus planos (de subir a Serra do Mar pelos trilhos à noite)&#8221;. (Carlos Latuff, 24/08/2003).</p>
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		<title>Japeri</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 06:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-97 alignleft" title="japerifoto1" src="http://www.imaginarte.art.br/wp-content/uploads/2009/09/japerifoto1-300x200.jpg" alt="japerifoto1" width="240" height="160" /></p>
<p>Data de Fundação:         30           de junho de 1991<br />
<strong>Gentílico:</strong> japeriense<br />
Área: 82,832 Km²<br />
Altitute: 30 m<br />
Distância da Capital:         63 Km<br />
População: 83.278 (CENSO             2000) &#8211; 96.209 (Estimada)<br />
Eleitores: 58.782 (TSE             maio/2006)<br />
IQM-2000: Classificação               Estadual: 87<br />
IDH-2000: Classificação Estadual:                   77<br />
Municípios Limítrofes: Nova                     Iguaçu, Queimados, Seropédica, Paracambi e Miguel Pereira<br />
Principais Rios: Rio D&#8217;Ouro, Rio Guandu, Rio Santo Antonio, Rio dos Poços<br />
Principais Atividades Econômicas: Agropecuária (relevante), Comércio, Indústria e Prestação de Serviços<br />
Padroeira: Nossa                             Senhora da Conceição (8/12)</p>
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