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	<title>Imaginarte Marketing Cultural &#38; Eventos &#187; Baixada</title>
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		<title>História de Duque de Caxias</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Duque de Caxias]]></category>

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		<description><![CDATA[O povoamento da região hoje ocupada por Duque de Caxias começou em uma área doada por Estácio de Sá em 1565 à vários sesmeiros, dentre os quais encontrava-se Cristovão Monteiro, beneficiado com uma expressiva faixa de terra às margens do Rio Iguaçu. O local hoje é conhecido como Núcleo Colonial São Bento, tombado pelo Patrimônio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O povoamento da região hoje ocupada por Duque de Caxias começou em uma área doada por Estácio de Sá em 1565 à vários sesmeiros<span id="more-305"></span>, dentre os quais encontrava-se Cristovão Monteiro, beneficiado com uma expressiva faixa de terra às margens do Rio Iguaçu. O local hoje é conhecido como Núcleo Colonial São Bento, tombado pelo Patrimônio Histórico da União e mantido pela Diocese de Duque de Caxias e São João de Meriti.</p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Por volta de 1610 foi erguida a Igreja de Nossa Senhora das Neves, considerada Capela Curada da Freguesia. Já no século XVIII, foi construída a Igreja Nossa Senhora do Pilar, transformada em Matriz da Vila e localizada junto ao Porto do Pilar, embarcadouro responsável por receber e transportar para o Porto do Rio de Janeiro, na Praça XV, o ouro e as pedras preciosas provenientes de Minas Gerais. Esse carregamento chegava à região no lombo de burro, através do caminho novo. Dele ainda resta um trecho que liga Pilar a Xerém, rebatizada como Estrada Dona Tereza Cristina.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A região de Caxias era grande produtora de açúcar e cachaça. Chegou a dispor de 14 embarcadouros, inclusive no Rio Sarapuí, que dava acesso à residência de Dona Domitila Castro, a Marquesa de Santos, local hoje denominado Vila São José. Mas com o fim da escravidão, que provocou a derrocada da economia agrária, as terras foram abandonadas pelos colonizadores e só voltaram a ser ocupadas no meio do século XX. Com a chegada da estrada de ferro, em 1886, ligando a Estação de Meriti à cidade do Rio de Janeiro, os rios deixaram de ser utilizados, tendo como conseqüência o abandono da Baixada.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Com a falta de saneamento básico, a região só veio a ser abastecida de água em 1916. Cinco anos antes, inaugurou-se o prolongamento do trecho suburbano, interligado com Raiz da Serra. Apenas em 1924 instalou-se a primeira rede elétrica no município. A Fundação da cidade a Vila Meriti conquistou sua emancipação política como Duque de Caxias em 31 de dezembro de 1943. O nome foi em homenagem ao Marechal Luís Alves de Lima e Silva, nascido em 1803 na Fazenda São Paulo, hoje chamada Taquara.</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O Poder Executivo foi instalado oficialmente em primeiro de janeiro de 1944, quando o interventor federal Ernani do Amaral designou para responder pelo expediente da prefeitura o contabilista Homero Lara. </span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Outras nove pessoas foram designadas posteriormente para o mesmo cargo.</span></p>
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		<title>História de Guapimirim</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guapimirim]]></category>

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		<description><![CDATA[Até 25 de novembro de 1990 (data de sua emancipação político-administrativa), a história de Guapimirim também é a de Magé, do qual fazia parte como seu 3º Distrito.Geograficamente podemos afirmar que Guapimirim é o ponto extremo dos municípios da Baixada. Os habitantes das terras de Guapimirim até o século XVII foram os índios Timbira, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Até 25 de novembro de 1990 (data de sua emancipação político-administrativa), a história de Guapimirim também é a de Magé, do qual fazia parte como seu 3º Distrito.<span id="more-303"></span></span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Geograficamente podemos afirmar que Guapimirim é o ponto extremo dos municípios da Baixada. Os habitantes das terras de Guapimirim até o século XVII foram os índios Timbira, que estavam espalhados por todas as terras de Magé.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Piedade era o terreno mais procurado pelo encontro fácil das ervas medicinais, o óleo e as raízes, pois, tinham eles conhecimento na cura dos males de seus entes enfermos. A ocupação efetiva pelos portugueses na região começa com a doação de uma sesmaria a Simão da Mota, em setembro de 1565, com 600 braças ao longo da água e 1000 braças pela terra adentro no Rio Magé, de acordo com o livro de sesmarias registrado no Cartório do Tabelião Antonio Teixeira de Carvalho. No entanto poucos foram os que tomaram posse. Os franceses ao invadir o Rio de Janeiro em 1565 tornaram-se amigos dos indígenas e dificultava a ocupação dos portugueses sesmeiros.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Em 1566 Christovão de Barros aporta ao Rio de Janeiro com a armada para defender a cidade dos franceses e recebe uma carta de sesmaria em 12 de outubro de umas terras com 4500 braças ao longo da água e 7500 braças para o sertão de Magé, uma das mais extensas doações até então cedidas.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Em 29 de outubro de 1567 obteve mais terras &#8211; 6000 braças de largo e 9000 de cumprido, no sertão do Rio Macacu, chegando aos limites de Miguel de Mourão. Christovão de Barros foi o 3º Capitão do Rio de Janeiro e seu 4º Governador &#8211; lutou contra os franceses. Fundador de Sergipe, Provedor da Fazenda na Bahia, construtor de um engenho de açúcar em Magé, às margens do Rio Magé e está ligado à história daquele Município.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Com a chegada dos portugueses na região, subiram a serra, descobrindo assim o Rio Guapi-Mirim.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Fundaram a freguesia de N. S. D&#8217;Ajuda de Aguapei-Mirim em 1674. Durante o período colonial, as terras de Guapimirim não tiveram grande importância econômica e social. Como pertenciam a Magé, as atenções voltaram-se no século XVIII para o porto da Estrela no rio Inhomirim, o porto de Piedade no rio Magé e o porto de Suruí no rio Suruí. No entanto conheceu naquele século a construção da Fazenda Segredo voltada para as montanhas, dominando toda uma planície aos seus pés, construiu-se ainda a Capela de Santa Ana, filial da Freguesia da Ajuda, que está à margem da estrada de ferro e da Capela de N. S. da Conceição, inaugurada em 1713.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">No século XIX com a chegada da família real e a abertura dos portos, recebemos um grande número de estrangeiros, chamados de viajantes, que visitaram a Baixada e descreveram as características naturais e culturais de sua gente. Assim a descoberta dessas regiões ao pé da Serra dos Órgãos e a necessidade de transpô-las para atingir o interior do Brasil, acabou atraindo uma população que passou a viver de uma agricultura de sobrevivência com excedente exportável para a capital Rio de Janeiro e pequeno comércio local.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Segundo o Inventário dos Bens Culturais de Magé elaborado pela SECDREM/FUNDREM em 1984: &#8220;O acesso para Teresópolis se fez primeiramente por estrada de ferro que, partindo do Porto de Piedade, no fundo da Baia da Guanabara, chegava ao Centro de Magé e Guapimirim, subindo a serra até Teresópolis. Posteriormente, a ligação da Piedade Velha com a serra foi interrompida e seus trilhos arrancados, só restando o trecho de Magé a Guapimirim, ligando ao sistema RFFSA. Guapimirim se desenvolveu enquanto arruamento característico das imediações das estações ferroviárias. As construções, apesar de modificações posteriores, têm elementos decorativos geometrizados nas fachadas denotando um gosto comum na década de 30 e a estação ferroviária, de 1926, continua em funcionamento ligando Magé e Gramacho. Já nas décadas de 40 e 50 as áreas próximas ao arruamento fronteiriço à estação começaram a ser loteadas e ocupadas com pequenas residências achalezadas. A capela é uma construção desse período modificada posteriormente&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A cidade está localizada num vale pela base do Dedo de Deus e fica a 86 km da capital do Estado. Possui uma população de quase 40.000 habitantes, distribuídas em 13 bairros.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Nas suas terras encontramos encantadoras belezas naturais, um recanto merecedor de nossas atenções. Encontra-se aí o bloco rochoso, em forma de pico, característicos pontos turísticos com os nomes de &#8220;Dedo de Deus, Pedra do Sino e Verruga do Frade&#8221;. Nas suas terras vamos encontrar a subsede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde encontra o Museu Von Martius. Também nesse município funciona o Centro de Primatologia da FEEMA, que desenvolve o &#8220;Projeto Mico Leão&#8221;, tendo como objetivo e finalidade de reproduzir espécies brasileiras de primatas ameaçados de extinção, ou raras, com o propósito de propagar essas espécies e repovoamento de áreas efetivamente preservadas, além de promover estudo de restauração da biota local, que é uma característica da vida animal e vegetal da região. Sua população tem rendas advindas das indústrias, sendo a Librapel e Klabin as principais, do comércio, do turismo, da agricultura, da pecuária, da avicultura, da minhocultura, piscicultura, ranários etc.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Ocupa hoje uma área de 360 km². Faz divisa ao norte com os Municípios de Teresópolis e Petrópolis, ao sul com o Município de Itaboraí e fundos da Baia da Guanabara, ao leste com o Município de Cachoeiras de Macacú e a Oeste com o Município de Magé. É cortado pela BR 116 e BR 493.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Guapimirim é um dos mais belos recantos naturais da Baixada Fluminense.</span></p>
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		<title>História de Itaguaí</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Itaguaí]]></category>

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		<description><![CDATA[O início do desbravamento do atual território do município de Itaguaí, data de meados do século XVII. Segundo o Monsenhor Pizarro, a colonização remonta à época em que os silvícolas da Ilha de Jaguaramenom, atraídos pelo Governador Martin de Sá, transferiram-se para outra ilha, situada mais para o sul e conhecida por Piaçavera &#8211; hoje Itacuruçá. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O início do desbravamento do atual território do município de Itaguaí, data de meados do século XVII.<span id="more-301"></span> Segundo o Monsenhor Pizarro, a colonização remonta à época em que os silvícolas da Ilha de Jaguaramenom, atraídos pelo Governador Martin de Sá, transferiram-se para outra ilha, situada mais para o sul e conhecida por Piaçavera &#8211; hoje Itacuruçá. Foi desse local que, mais tarde, partiram os aborígenes para o continente, fixando-se nas terras compreendidas entre os rios Tiguaçú e Itaguaí, as quais denomiraram Y-TINGA. Logo após a fixação dos indígenas nessa localidade, chegaram os missionários da Companhia de Jesus, que lançaram as bases da futura povoação, erigindo uma igreja onde moravam e desenvolvendo a catequese dos gentios. Não se sabe, com precisão, a data em que essa igreja foi concluída, tendo-se, porém como certo que tal fato se haja verificado em época anterior a 1688.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Posteriormente, verificando os jesuítas que as terras da Fazenda Santa Cruz, por se encontrarem mais próximas do oceano, melhor se prestavam a servir de núcleo ao aldeamento, para lá se transferiram, levando com eles todos os habitantes do antigo arraial. Ainda dessa transferência, não se pode precisar a data; apenas que se verificou em época anterior a 1718. Tão cedo chegaram ao novo local escolhido pelos jesuítas, os aborígenes iniciaram, sob a orientação dos religiosos, à construção de novo templo, que ficou concluído em 1729, dedicado à evolução de São Francisco Xavier. Atingidos pelas leis emanadas da Corte, os jesuítas perderam em 1759, o controle da povoação, da qual foram compreendidas no Termo da Vila de Itaguaí as povoações denominadas Cantagalo e Cunhanga, que fazia parte da fazenda dos religiosos do Carmo e já anexada ao Curato da Fazenda Nacional de Santa Cruz. Finalmente, a regência permanente, tendo em consideração ao que representam os moradores do Curato da Fazenda Nacional de Santa Cruz, decretou a 30 de dezembro de 1833, que este ficasse desligado do termo da Vila de Itaguaí, passando assim, a pertencer ao Termo da Cidade do Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Dotado de terras férteis, o município de Itaguaí desfrutou, no século passado, até 1880, de animada vida rural e comercial, exportando em grande escala, cereais, café, farinha, açúcar e aguardente. Contribuiu de maneira acentuada para esse desenvolvimento, a introdução do elemento negro. O advento da Lei Áurea ocasionou crise econômica, refletida no considerável êxodo dos antigos escravos. Esse fato, aliado à falta de transportes e à insalubridade da região, concorreu para o desaparecimento das grandes plantações que constituíam a riqueza da região.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Os decretos estaduais números 1 e 1-A, respectivamente, de 8 de maio a 3 de junho do ano de 1892, referem-se à criação do Distrito sede de Itaguaí </span></p>
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		<title>História de Japeri</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Japeri]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem procurar nos anais do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, uma explicação para o nome Japeri, ficará sabendo que esta denominação substituiu, a partir de janeiro de 1947 o nome de Belém, dado a localidade pelos bandeirantes paulistas, responsáveis por sua fundação e que permaneceram em seu território por quase dois séculos. Segundo registro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Quem procurar nos anais do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, uma explicação para o nome Japeri<span id="more-299"></span>, ficará sabendo que esta denominação substituiu, a partir de janeiro de 1947 o nome de Belém, dado a localidade pelos bandeirantes paulistas, responsáveis por sua fundação e que permaneceram em seu território por quase dois séculos. Segundo registro no livro Toponímico Carioca, a palavra Japeri é de origem indígena e denominava uma planta semelhante ao junco, que flutuava nos pântanos da região, a qual os índios chamavam Yaperi (Yapó-Yui) que em tupi-guarani significa aquilo que flutua. Contudo, não existiam tribos indígenas assentadas em Belém, quando se deu a sua fundação. Os Silvícolas que por aqui passavam eram de tribos Itaguais, que habitavam as terras às margens do rio Guandu, onde se acha hoje o município de Itaguaí.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Mas a história de Japeri tem início, verdadeiramente, no dia 13 de agosto de 1743, quando de sua fundação, por Inácio Dias da Câmara Leme, denominado Morgado de Belém. As terras, que até então pertenciam à Freguesia de Paty do Alferes, passou à Freguesia de Sacra Família de Tinguá, a partir de 1750. Inácio leme, o primeiro Morgado, foi mais tarde sucedido por seu pai, Fernando Paes Leme, o Marquês de São João Marcos, que deu à localidade grande desenvolvimento. Além de incentivar a lavoura, montou vários engenhos de açúcar, construiu inúmeras casas, erigiu a Igreja do Menino de Deus de Belém, inaugurou a primeira escola (em 1872) e até criou um teatro. Ainda por influência do marquês, foi construída a Estrada de Ferro de Dom Pedro II, cuja estação foi inaugurada em 8 de dezembro de 1858.<br />
Com a morte de Fernando Paes Leme, seus herdeiros venderam, em 1890, todo o acervo da fazenda de Belém à Companhia Industrial de seda e Ramie, que dissolvida em 1904, distribuiu suas terras entre seus acionistas, sendo a maior parte, vendida à Empresa de Obras Públicas do Brasil, sendo repassada, dois anos depois, para Raimundo Otoni de Castro Maia. A partir desta época, as terras de Belém passam a viver algo que se pode chamar de peregrinação geográfica, sendo anexadas a outras localidades, de tempos em tempos. Em 1906, a localidade, então distrito de Vassouras cede uma parte de seu território para Nova Iguaçu, anexando-o ao 2º distrito daquele município. No ano seguinte, o distrito de Tairetá volta a ser 7º distrito de Vassouras, e só em 1947 Belém passa a chamar-se Japeri.<br />
No ano de 1951, a antiga Belém passa a constituir, juntamente com Engenheiro Pedreira, o distrito de Japeri, 6º distrito de Nova Iguaçu. Em seguida, as administrações foram consideradas regionais, por haver em um só distrito, duas localidades distintas. Por isso foram criadas as Administrações Regionais de Engenheiro Pedreira e Japeri. Embora não tendo havido medidas complementares, a nova organização serviu para melhorar as relações entre a comunidade e a chefia do Executivo Municipal. Assim, durante mais de duas décadas, vários nomes passaram pela administração regional de Japeri. A partir de 1989, o município de Nova Iguaçu passou a ter 13 Sub-Prefeituras, e no 6º distrito foram criadas duas delas: Japeri e Engenheiro Pedreira. Por esta razão e por estarem politicamente constituídas em um único distrito, surgiu o primeiro movimento de emancipação, visando a beneficiar a localidade.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Anteriormente, houve a tentativa de anexar o 6º distrito de Nova Iguaçu ao Município de Paracambi. Em seguida, foi efetuada uma nova tentativa de emancipar o 2º e o 6º distrito: Queimados e Japeri, respectivamente. Uma terceira tentativa com o mesmo objetivo foi contida por uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral, que vetava a criação de novos municípios. Contudo, um plebiscito em 30 de junho de 1991, com a finalidade de obter a emancipação política-administrativa de distrito, resultou na criação do Município de Japeri, constituído pelas localidades de Japeri, Engenheiro Pedreira, Jaceruba e Rio D’Ouro.</span></p>
<p><strong>HISTORICO DA LINHA:</strong> Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali construída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o &#8220;Barrinha&#8221;, até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe&#8230; para trens cargueiros.</p>
<p><strong>A ESTAÇÃO: </strong>A estação de Belém foi inaugurada em 1858, ás margens da Estrada do Presidente Pedreira, localização que constava, no decreto 4373 de 20 de maio de 1869, ou seja, 11 anos depois da abertura da estação. Foi o ponto terminal do segundo trecho inaugurado pela E. F. Dom Pedro II &#8211; o primeiro foi até Queimados. &#8220;Na estação de Belém a plataforma não é coberta&#8221; (Relatório apresentado a S. Ex. o Sr. Conselheiro Joaquim Antão Fernandes Leão, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Públicas, pelo Conselheiro Manoel da Cunha Galvão, em 29/10/1868). A partir de 1898, passou a ser também estação da E. F. Melhoramentos, que vinha também do centro do Rio de Janeiro (da estação Alfredo Maia) e seguia, sempre com bitola métrica, para Porto Novo, também galgando a serra do Mar. A Central do Brasil acabou por incorporar essa linha em 1903, alterando seu nome para Linha Auxiliar. &#8220;(&#8230;) depois a rodaria da locomotiva até Belém. Aí uma baldeação incômoda por afluência de passageiros, alguns aliviados de dinheiro por gatunos, muitos condenados a viajar de cegonha, num pé e noutro. Novo trem, nova máquina, nova linha, não nova, a da antiga Estrada de Ferro Melhoramentos. A Central chamou-a a si e, para mostrar superioridade, crismou, denominando-a Linha Auxiliar.&#8221; (Revista Eu Sei Tudo, fevereiro de 1930). Na viagem relatada, o passageiro veio da estação Dom Pedro II até Belém pela linha principal, baldeando na estação a para a Linha Auxiliar. Era praticamente a primeira parada do trem para São Paulo ou Belo Horizonte, depois de sair do Rio de Janeiro, sendo que em algumas épocas havia paradas intermediárias, como em Cascadura, Deodoro ou Nova Iguaçu. Nos anos 40 a estação alterou seu nome para Japeri. Mais tarde, era ali o ponto de partida do trem Barrinha, que transportava passageiros e a produção agrícola da serra para Barra do Piraí, e foi extinto em 1996 depois de um grande desastre com vítimas. Por ocasião do lançamento dos selos em homenagem às estações Luz, Japeri e São João Del Rei, a Revista Ferrovia de julho e agosto de 1984, publicou o seguinte texto sobre a estação Japeri: &#8220;O prédio no mesmo estilo das construções usadas no norte da Europa, foi construído na técnica enxaimel, que consiste em estacas ou caibros de madeira constituindo um engradado destinado a receber a vedação de alvenaria de tijolo maciço. O telhado, em telhas francesas originais, é formado de três elementos: o primeiro cobrindo o corpo principal do prédio; os outros dois, em quatro águas com mansardas cobrindo os dois pavimentos superiores que formam os corpos laterais. Os elementos decorativos das fachadas são compostos pela própria estrutura de madeira formando desenhos geométricos, pelas mãos francesas e pelos apliques em madeira recortada.&#8221; (Colaboração de Jorge Alves Ferreira, de Juiz de Fora, MG) &#8220;Não tinha lugar nos bancos mas por sorte achei um espaço pra sentar no chão próximo a uma das portas. A viagem que em média dura 1 hora e meia, levou duas horas. Cheguei na estação de Japeri por volta das 8 da noite. Parei num quiosque que fica dentro da estação. Conheço o pessoal de lá de outras vezes que fui a Serra do Mar. Estava com fome e queria poupar meu estoque de suprimentos para a caminhada propriamente dita. Comi um salgado de frango (eu acho) e um refrigerante. Comentava com o dono do quiosque sobre meus planos (de subir a Serra do Mar pelos trilhos à noite)&#8221;. (Carlos Latuff, 24/08/2003).</p>
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		<title>História de Magé</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:31:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Magé]]></category>

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		<description><![CDATA[O desenvolvimento da região onde se encontra o Município de Magé data do Brasil Colônia.Em 1565, Cristóvão de Barros recebeu a doação de uma sesmaria na área, então inóspita, originalmente habitada pelos índios Tupinambás. Essas terras foram cultivadas por portugueses e inúmeros escravos. O processo de povoamento de Magé começa a se consolidar em 1566, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O desenvolvimento da região onde se encontra o Município de Magé data do Brasil Colônia.<span id="more-297"></span></span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Em 1565, Cristóvão de Barros recebeu a doação de uma sesmaria na área, então inóspita, originalmente habitada pelos índios Tupinambás. Essas terras foram cultivadas por portugueses e inúmeros escravos. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O processo de povoamento de Magé começa a se consolidar em 1566, quando Cristóvão de Barros, fundador de Sergipe e herói das lutas contra os franceses chega ao Rio de Janeiro como seu 3º Capitão Geral, defendendo a cidade e conseguindo expulsar os invasores em 1567, tornando-se, assim, o 4º Governador Geral e dando início à cultura de cana-de-açúcar e sua industrialização em terras mageenses. Instalou um engenho às margens do Rio Magé, o que lhe poderia conferir o status de iniciador populacional.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Por volta de 1646, surgiu, próximo a essa localidade, uma outra, a de Pacobaíba, mais tarde denominada Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba. Esses locais receberam, respectivamente, de 18 de janeiro de 1696 a 14 de dezembro de 1755, o predicamento de Freguesia, apesar de, na primeira delas, a de Magepe-Mirim, a Igreja Matriz só ter sido dada por concluída em 1747. Graças aos esforços dos colonizadores, à contribuição do trabalho escravo e ainda à fertilidade do seu solo, as localidades gozaram invejável situação no período colonial. Foi elevada à categoria de vila em 9 de junho de 1789, por determinação do Vice-Rei Dom Luiz de Vasconcelos, por encontrá-la, socialmente, e, é claro, economicamente muito adiantada, desmembrando-a da cidade do Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Foi tornada Baronato em 1810 e, no ano seguinte, elevada a Viscondado, em 1802, era cabeça de Comarca. Suas terras iam até Petrópolis, Sapucaia e Iguaçu. Por ordem do Imperador Dom Pedro II e decreto do Conselheiro Tolentino, em 02 de outubro de 1857 foi transformada em Cidade e isso se deve por sua trajetória de conquistas e lutas.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Em terras mageenses, o desbravador Bernardo Proença abriu, em 1726, o &#8220;caminho das pedras&#8221; que se tornou a primeira ligação entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, quando os viajantes gastavam 15 dias para atingir Vila Rica embrenhando-se do litoral para a serra. Os desbravadores puderam conhecer a riqueza de uma terra fértil, generosa e rica em minerais. A partir das fazendas e dos engenhos, de pequenas capelas, surgiram os povoados que também se transformavam próximos das instalações militares que defendiam a Baía de Guanabara dos ataques de piratas e mercenários.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Para se alcançar a Freguesia embarcava-se na Praça XV, numa falua (pequena embarcação), navegava-se até à foz do Rio Inhomirim, de onde se atingia o Porto da Estrela, que surgiu no final do século XVII, em Inhomirim (6º Distrito de Magé), com a construção da Capela de Nossa Senhora da Estrela dos Mares. Era local obrigatório da passagem de todo o ouro, que vinha de Minas Gerais para a sede do Brasil Colônia.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Além destes importantes registros, o território de Magé é consagrado historicamente por abrigar o marco da Primeira Ferrovia do Brasil &#8211; Estrada de Ferro Barão de Mauá, que em 30 de abril de 2004 completará 150 anos de existência.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Hoje, o Município está estruturado em 5 distritos, a saber: 1º Distrito &#8211; sede; 2º Distrito &#8211; Santo Aleixo; ex- 3º Distrito (Guapimirim &#8211; emancipado em 1992); 4º Distrito &#8211; Suruí; 5º Distrito &#8211; Guia de Pacobaíba; e 6º Distrito &#8211; Vila Inhomirim.</span></p>
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		<title>História de Mesquita</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mesquita]]></category>

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		<description><![CDATA[O processo de ocupação das terras mesquitenses. Há 500 anos, a cidade de Mesquita era habitada por “jacutingas”, apelido dado aos índios pelos colonizadores. Acredita-se que o nome possivelmente surgiu porque se enfeitavam com penas de jacu branco (um tipo de ave parecida com a galinha e muito comum na região naquela época). A decadência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de ocupação das terras mesquitenses.<br />
Há 500 anos, a cidade de Mesquita era habitada por “jacutingas”<span id="more-295"></span>, apelido dado aos índios pelos colonizadores. Acredita-se que o nome possivelmente surgiu porque se enfeitavam com penas de jacu branco (um tipo de ave parecida com a galinha e muito comum na região naquela época). A decadência dos jacutingas começou quando passaram a participar, junto com outras nações indígenas, de um movimento chamado Confederação de Tamoios. O motivo deste movimento foi a revolta dos índios diante da ação violenta dos portugueses, provocando mortes e escravidão. Na língua do Tupinambás &#8220;Tamuya&#8221; quer dizer &#8220;o avô, o mais velho, o mais antigo&#8221;, por isso essa Confederação de chefes chamou-se Confederação dos Tamuya, que os portugueses transformaram em Confederação dos Tamoios. A guerra entre índios e portugueses, seguida de doenças, contraídas pelo contato com o branco, dizimou centenas de índios, que lutaram para resistir à escravidão. O bairro de Jacutinga é o único em toda a Baixada Fluminense que ainda preserva a memória dos valorosos indígenas.</p>
<p>Fazendo uma viagem de volta ao tempo descobriremos que nossas terras já foram verdes, laranjas: verde dos canaviais, depois a cor que passou a predominar foi a dos laranjais. Por volta de 1700 um engenho já funcionava na descida da Serra da Cachoeira, produzindo açúcar e aguardente com mão-de-obra escrava. O engenho era situado onde hoje temos o Parque Municipal e seu proprietário era o Capitão Manoel Correa Vasques. As terras de Cachoeira passaram por vários donos, até que foram parar nas mãos de Jerônimo José de Mesquita, o primeiro Barão de Mesquita, e, mais tarde, nas mãos de seu herdeiro, Jerônimo Roberto de Mesquita, que viria a ser o segundo Barão de Mesquita.</p>
<p>Em 1884, quando a Estrada de Ferro chegou às terras, a parada de trem passou a se chamar Barão de Mesquita. Nessa época as fazendas começaram a não dar mais lucros, principalmente por conta da abolição dos escravos, e a fazenda da Cachoeira foi vendida e transformada em chácaras de plantio de laranjas. No início do século XX surgiram as olarias, atraídas pela qualidade do barro e por áreas alagadas da região.</p>
<p>Durante muitos anos a paisagem de Mesquita foi formada por laranjais, olarias e poucas residências. Por volta de 1940 a população atingia cerca de 9.109 mil habitantes, mas a decadência na produção de laranjas provocou a venda das chácaras e começaram a surgir os primeiros loteamentos, entre o pé da Serra e a Estrada de Ferro. Pouco a pouco as olarias também deram lugar aos loteamentos e, em 1950, a população triplicou para 28.835 mil habitantes.</p>
<p>No final da década de 40 e início dos anos 50 começaram a se estabelecer, em Mesquita, fábricas que ajudaram a impulsionar a economia da região: BRASFERRO, metalúrgica de grande porte, a IBT, também metalúrgica e a PUMAR, indústria de sombrinhas. Começava o período de industrialização que iria empregar centenas de moradores mesquitenses.</p>
<p>Histórias de lutas, alegrias e tristezas são contadas pelos viajantes e moradores mais antigos que passaram ou viveram nessas terras. Pessoas que foram testemunhas de uma Mesquita rica em florestas, de residências grandes e arejadas; que escutaram o apito da locomotiva pela primeira vez e viram fábricas serem erguidas, contribuindo para o desenvolvimento econômico da Baixada Fluminense.</p>
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		<title>História de Nilópolis</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nilópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Nilópolis foi parte integrante da capitania de São Vicente, que pertenceu a Martim Afonso de Souza, em 1531.Dividida em sesmaria esta porção coube a Brás Cubas (1568), fundador de Santos, em São Paulo, e que não tendo tomado posse, foi retalhada em pequenas sesmarias, esta englobando Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nilópolis foi parte integrante da capitania de São Vicente, que pertenceu a Martim Afonso de Souza, em 1531.<span id="more-292"></span>Dividida em sesmaria esta porção coube a Brás Cubas (1568), fundador de Santos, em São Paulo, e que não tendo tomado posse, foi retalhada em pequenas sesmarias, esta englobando Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias.</p>
<p>Essas terras mais tarde passaram a pertencer a Domingos Machado Homem e sua mulher Joana Barcelos. O território recebeu o nome de “FAZENDA DE SÃO MATHEUS” em homenagem ao filho do casal padre Mateus Machado Homem.</p>
<p>A partir de 1621 está na posse de João Álvares Pereira que em 1637 constrói a Capela de São Matheus. Durante 140 anos, a Fazenda passou pelas mãos de muitos donos e em 1779 pertencia ao Alferes Ambrósio de Souza, o maior produtor de açúcar e aguardente, fabricando 30 caixas de açúcar e 14 pipas de aguardente anualmente, com seus 50 escravos. Era uma das fazendas mais prósperas da Corte.</p>
<p>Estas terras conhecidas inicialmente como Engenho de São Matheus passam a ser Fazenda de São Matheus, pertencendo à sucessão de João Álvares Pereira, que dominou por 263 anos, vindo, finalmente, em 1866, a pertencer ao Sr. Jerônimo de Mesquita, o primeiro Barão de Mesquita. Os imóveis construídos por ele, até hoje existem.</p>
<p>Durante muito tempo, essas terras foi motivo de grandes riquezas, devido à fertilidade do solo e a mão de obra barata do escravo.</p>
<p>Com a chegada da via férrea, em 1858, houve um abandono dos rios, que não mais interessavam para transportar os produtos dos engenhos e lavouras existentes na área. Com o abandono e com a devastação criminosa, a margem dos rios ficou sem vegetação e cada vez mais invadida por terras,  o que gerou uma queda no progresso e nas riquezas da região.</p>
<p>Porém, a partir de 1900 passa a pertencer a João Alves Mirandela que em fins de 1913 resolve lotear a área, nascendo a futura cidade de Nilópolis. O território  recebeu o nome de “FAZENDA DE SÃO MATHEUS” em homenagem ao filho do casal padre Mateus Machado Homem.</p>
<p>O loteamento começou a ser ocupado no início de 1914, sendo fundada a cidade no dia 06 de setembro de 1914, pelo Coronel Júlio de Abreu, que construiu a primeira casa de alvenaria.</p>
<p>Com o loteamento em 1914, iniciou-se com intensidade o povoamento de SÃO MATHEUS. Nesta mesma época a Estrada de Ferro Central do Brasil construiu e inaugurou uma parada de trens na região com o nome de Engenheiro Neiva. Assim, com o acesso mais fácil e os lotes que eram vendidos de forma facilitada (prestações mensais), a região passou a ser procurada por operários e pequenos empregados, formando-se um povoado grande e com movimento comercial promissor.</p>
<p>O povoado que pertencia a São João de Meriti, a partir de 09/11/1916 passa a ser o 7º distrito de Nova Iguaçu, já a caminho de sua independência.</p>
<p>Com a criação do Bloco Progresso de Nilópolis  passou a ter todos os seus serviços como água, luz, telefone, escolas e os demais melhoramentos, graças ao apoio de Nilo Peçanha, de todos os seus amigos políticos, comerciantes, industriais, banqueiros e etc&#8230;, que resolveram ajudar no crescimento da cidade.</p>
<p>O povoado teve o nome de São Matheus; Engenheiro Neiva e Nilópolis, a partir de 1921, em homenagem ao Presidente da Republica Nilo Peçanha. A homenagem foi feita em agradecimento a Nilo Peçanha, que inclusive visitou a região e graças a sua ação enérgica deu início ao saneamento básico da região solucionando assim, definitivamente o problema das margens dos rios e da vegetação.</p>
<p>Sua população e serviços públicos tiveram excelente crescimento, com a participação efetiva no consenso da baixada.</p>
<p>Com a instalação da Assembléia Legislativa em 1945, e havendo a necessidade de se ter uma nova constituição para o Estado do Rio de Janeiro, o então  Deputado Estadual  Lucas de Andrade Figueira, representando Nilópolis naquela casa, apresentou emenda que recebeu o número 6 à referida constituição, criando o município de Nilópolis, juntamente com o de São João de Meriti. Promulgada a mesma, foi o mesmo instalado no dia 21 de Agosto de 1947, que com sua autonomia estava capacitado a ter eleição de Prefeito e Vereadores; ter sua própria Comarca e outros serviços essenciais de que todas as cidades precisam.</p>
<p>Seu primeiro prefeito eleito foi João de Moraes Cardoso Júnior, que por mais duas vezes exerceu o cargo, tendo sido sucedido  por outros, através de eleições democráticas.</p>
<p>Emancipado pela Lei Estadual nº 6 de 11 de agosto de 1947, de autoria do Deputado Estadual Dr. Lucas de Andrade Figueira, Emendando o Artigo 6º do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Estadual de 1947.</p>
<p>Em 21 de agosto de 1947, foi instalado solenemente o município de Nilópolis, com a posse do Doutor Pedro da Silva Pontes, alto funcionário Estadual, nomeado pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Cel. Edmundo de Macedo Soares, para governar o Município até a primeira eleição a 28 de setembro do mesmo ano, sendo substituído pelo Sr. Antônio José de Oliveira que transmitiu o cargo ao Primeiro Prefeito Eleito, Sr JOÃO MORAES CARDOSO JR , UDN – 2.269 VOTOS.</p>
<p>Nilópolis que já tinha uma boa infra-estrutura, depois da emancipação, foi num crescendo assustador, merecendo as melhores referências como a cidade do progresso, tendo em seu território as mais importantes lojas, filiais do Rio de Janeiro; excelente rede bancária; suas ruas em sua quase totalidade asfaltadas; sem problemas de valas abertas; água, luz e telefones; como também uma ótima rede de ensino de todos os graus; um moderno hospital – uma rede de postos de saúde, e tendo sido considerada entre as cinco cidades melhores no que se refere ao ensino e na qualificação de vida, conferido pela Unicef.</p>
<p>Agora vem se destacando na cultura e no esporte, sem se esquecer  que tem a maior Escola de samba da Baixada: A Beija-Flor de Nilópolis.</p>
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		<title>História de Nova Iguaçu</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:27:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nova Iguaçu]]></category>

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		<description><![CDATA[Habitadas pelos índios Tupinambás, as terras hoje pertencentes a Nova Iguaçu foram doadas no século XVI a Martim Afonso de Souza, pela Coroa portuguesa, como parte da Capitania de São Vicente. A invasão dos franceses na Baía de Guanabara (1565) atingiu a Baixada através da aliança feita por eles com os Tupinambás, para lutar contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Habitadas pelos índios Tupinambás, as terras hoje pertencentes a Nova Iguaçu foram doadas no século XVI a Martim Afonso de Souza<span id="more-290"></span>, pela Coroa portuguesa, como parte da Capitania de São Vicente.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A invasão dos franceses na Baía de Guanabara (1565) atingiu a Baixada através da aliança feita por eles com os Tupinambás, para lutar contra os portugueses. Com a derrota da aliança (1567), os índios acabaram sendo dizimados e as terras voltaram à Coroa, que as rebatizou de Capitania do Rio de Janeiro e as passou para a jurisdição da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Colonização – Para ocupar o território impedindo novas invasões, as terras foram divididas no mesmo ano em sesmarias (grandes extensões de terras) e doadas a Brás Cubas e outros, que trouxeram para a baixada os primeiros colonos portugueses.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Foram plantadas lavouras nos terrenos enxutos das encostas das serras (arroz, milho, mandioca, feijão e cana-de-açúcar), que enriqueceram os proprietários das sesmarias. Nos terrenos pantanosos da baixada, que eram inundados pelos numerosos rios, nasceram as primeiras olarias, aproveitando a excelente qualidade do barro.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Esta prosperidade inicial resultou no primeiro dos vários ciclos de riqueza e decadência que se sucederam ao longo de toda a história do município – da cana-de-açúcar, do café, da laranja – até chegar à atividade econômica atual, baseada nos serviços, indústria e comércio.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Urbanização &#8211; Inúmeras povoações se desenvolveram no imenso território, às margens dos chamados caminhos do ouro, por onde eram trazidas as riquezas das minas gerais até o litoral (dali eram embarcadas em direção a Portugal). Inicialmente, esse transporte era feito por terra, no lombo das mulas, até os portos dos rios (Pilar e Inhomirim), seguindo por barcas até a Baía de Guanabara.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Os povoados localizados às margens desses rios logo se beneficiaram de sua condição geográfica, desenvolvendo-se e ganhando importância. É o caso de Iguassú, que se tornou, no século seguinte, a primeira sede do município. Depois foi criado o Caminho de Terra Firme, para contornar os terrenos pantanosos da Baixada e evitar a navegação nos rios e na Guanabara.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Mais tarde, quando o café se tornou a grande riqueza da região (século XIX), chegaram os trilhos das estradas de ferro para o transporte da produção e fizeram o progresso mudar de direção: desenvolveram-se os povoados que se localizavam às suas margens – como Maxambomba – nos antigos caminhos de terra, enquanto entravam em decadência as povoações beira-rio.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A variedade de estradas foi grande fator de integração territorial, unindo os pequenos povoados da região que deram origem, mais tarde, a muitos dos atuais bairros de Nova Iguaçu e às sedes de outros municípios (os que vieram a se emancipar posteriormente). Foram sendo criadas estradas para o comércio e até para a perseguição da polícia aos escravos fugidos, com a desarticulação dos quilombos que se formavam. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Município: criação, morte e renascimento – Nesse contexto histórico de sucessivas mudanças foi criado o Município de Iguassú – como era grafado na época – com sede na povoação de Iguassú. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Curiosamente, as reviravoltas que sempre marcaram a vida da cidade desde sua formação, com os vários ciclos, também tumultuaram seu nascimento oficial: em menos de três anos, o município foi criado, extinto, desmembrado e restaurado por diferentes leis – tudo entre janeiro de 1833 e dezembro de 1836. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Ao ser restaurado, porém, Iguassú ficou sem uma parte do território inicial – a Freguesia de Inhomirim – inaugurando as sucessivas perdas territoriais que a Nova Iguaçu viria a sofrer mais tarde.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Transferência da sede – Ainda no final desse mesmo século, uma última mudança radical: com a virada do progresso da beira dos rios para junto aos trilhos das estradas de ferro, a sede do município é transferida da então decadente Iguassú para o florescente arraial de Maxambomba. Corria o ano de 1891.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A nova cidade, porém, somente em 1916 viria a ter seu nome trocado para Nova Iguaçu, em homenagem ao nome da primeira sede – que passa a ser conhecida, então, como Iguaçu Velho.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Um novo desenho – A Segunda Guerra Mundial, a explosão demográfica ocorrida na Baixada Fluminense e no Rio de Janeiro no século XX e as disputas entre forças políticas locais trouxeram as últimas mudanças e deram ao município a configuração que possui hoje. A guerra, porque trouxe de forma repentina o fim do cultivo e exportação da laranja – uma cultura que havia tornado Nova Iguaçu conhecida como a Cidade Perfume, por conta dos laranjais em flor. A economia sofreu o golpe. Já o crescimento populacional e as disputas políticas porque, atuando em conjunto, levaram ao fracionamento do território. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Nova Iguaçu se tornou então um gerador de novos municípios, com a emancipação de Duque de Caxias (que englobava São João de Meriti) em 1943; Nilópolis (1947); Belford Roxo e Queimados (1990), Japeri (1991) e, por fim, Mesquita (1999).</span></p>
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		<title>História de Paracambi</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paracambi]]></category>

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		<description><![CDATA[O município de Paracambi nasceu da união dos distritos de Paracambi e Tairetá, o primeiro desmembrado de Itaguaí e o segundo de Vassouras, prevalecendo o nome &#8220;Paracambi&#8221; por ser, dos dois distritos, o mais antigo. A história de Paracambi tem sua origem no século XVIII, com a abertura do &#8220;Caminho Novo&#8221; &#8211; 1715 &#8211; por Garcia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O município de Paracambi nasceu da união dos distritos de Paracambi e Tairetá, o primeiro desmembrado de Itaguaí<span id="more-288"></span> e o segundo de Vassouras, prevalecendo o nome &#8220;Paracambi&#8221; por ser, dos dois distritos, o mais antigo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A história de Paracambi tem sua origem no século XVIII, com a abertura do &#8220;Caminho Novo&#8221; &#8211; 1715 &#8211; por Garcia Rodrigues Paes; a fixação dos primeiros sesmeiros a partir dessa época deu início à efetiva colonização.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O historiador Pedro Muniz de Aragão, no seu recomendado trabalho &#8220;RELAÇÃO DE ALGUMAS CARTAS DAS SESMARIAS CONCEDIDAS EM TERRITÓRIO DA CAPITANIA DO RIO DE JANEIRO &#8211; 1714/1800&#8243;, pág. 28, indica, entre as primeiras, a concedida em 29 de agosto de 1750 a José Freire Pereira, no Ribeirão das Lajes. Outras, após, foram concedidas e a colonização foi assim se processando, inicialmente às margens do &#8220;Caminho Novo&#8221; e, posteriormente, sertão adentro, de modo que um século depois o assentamento do elemento humano mostra-se consideravelmente em toda a região.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Os jesuítas, como grandes latifundiários estenderam os domínios da fazenda de Santa Cruz além do &#8220;Rio dos Macacos&#8221;, ocupando a quase totalidade da área que compreende o município de Paracambi, imperando assim o domínio dos inacianos até o ano de 1759, quando foram expulsos do país e confiscados os seus bens pela Coroa Portuguesa, por ato do Marquês de Pombal, ministro de Dom José I.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Mais tarde, é criada a Paróquia de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lajes, pela Lei prov. n.º 77, de 29 de dezembro de 1836, e tudo leva a crer ter sido este o primeiro povoado na região do atual município.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Com o tráfego na Estrada de Ferro Dom Pedro II (RFFSA), em 1861, recebeu o povoado um surto de progresso, mais acentuado quando ali foram instaladas pouco depois as fábricas de tecidos de algodão pela Companhia Brasil Industrial, e de dinamites pelo industrial francês Lepelletier, ambas tragicamente desaparecidas, a primeira, a 21 de dezembro de 1883, em razão de um incêndio provocado por raio; e a segunda, em novembro de 1886, em conseqüência de explosões deste estabelecimento fabril.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Tamanho foi o desenvolvimento alcançado que despertou no seio dos seus habitantes o desejo de autonomia, não concretizada, porém, em face do movimento eclodido no país em 23 de novembro de 1891, cuja convulsão política levou o Marechal Deodoro da Fonseca à renúncia da Presidência da República e, pouco depois, a 11 de dezembro seguinte, à de Francisco Portela, do governo do estado.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Em 1981, em virtude da Lei n.º 536, de 19 de dezembro, o distrito tomou o nome de Paracambi. O distrito de Tairetá fora criado com sede no povoado de &#8220;Belém&#8221;, pelo Decreto n.º 01, de 03 de junho de 1892.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Em 1906, a Lei n.º 735, de 21 de setembro, transfere a sede do distrito, de Belém para o povoado de &#8220;Macacos&#8221;, restabelecendo-a a Lei n.º 881, de 11 de setembro de 1911, o que permanece até 06 de novembro de 1919, quando a Lei n.º 1.619, desta data, transfere novamente a sede do distrito para a povoação de &#8220;Paracambi&#8221;, passando o distrito a ter este nome.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Finalmente, a Lei n.º 4.426, de 08 de agosto de 1960, desmembrou dos municípios de Itaguaí e Vassouras, respectivamente, os distritos de Paracambi e Tairetá, cujas terras passaram a construir o único distrito do município de Paracambi, criado pela referida Lei, e instalado em 16 de novembro de 1960.</span></p>
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		<title>História de Queimados</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:24:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Imaginarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Queimados]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_284" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.imaginarte.art.br/wp-content/uploads/2010/03/queimados_foto_antiga3.jpg"><img class="size-medium wp-image-284" title="queimados_foto_antiga3" src="http://www.imaginarte.art.br/wp-content/uploads/2010/03/queimados_foto_antiga3-300x158.jpg" alt="VISTA PANORÂMICA DA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS – DÉCADA DE 40." width="300" height="158" /></a><p class="wp-caption-text">VISTA PANORÂMICA DA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS – DÉCADA DE 40.</p></div>
<p>Começou com a Colonização e ocupação das terras que hoje compõem o Município de Queimados, começa com a doação a <strong><em>Garcia Ayres</em></strong> da primeira sesmaria em 1592, depois 1593 a <strong><em>Baltazar da Costa</em></strong>, em 1615 com <strong><em>Lourenço São Paio</em></strong>, 1619 com <strong><em>Manoel Corrêa e Antonio Francisco Alvarenga</em></strong>. Ainda no século XVII, para a <strong><em>Condessa de Vimeiro</em></strong>, passando por <strong><em>Jerônimo Pires, Bernardino Machado</em></strong>, que foi mais tarde arrematado por <strong><em>João Alves Pereira</em></strong>. Passando <strong><em>por Dnª Paula de Galegos</em></strong> que se desfez em 1667, por transação com <strong><em>Martins Corrêa Vasqueanes</em></strong>. Em 1702 foi doada a <strong><em>Guiomar de Brito</em></strong>, passando para o <strong><em>Marquês de Abrantes</em></strong>. Em 1720, são todas essas terras alienadas ao <strong><em>Capitão-mor Manoel Pereira Ramos e sua mulher Helena de Andrade Souto Maior Rendon, havendo o casal mandado erigir a capela sob a invocação de N. S. da Conceição, sua obra foi concluída em 1737.</em></strong></p>
<div id="attachment_285" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.imaginarte.art.br/wp-content/uploads/2010/03/queimados_foto_antiga1.jpg"><img class="size-medium wp-image-285" title="queimados_foto_antiga1" src="http://www.imaginarte.art.br/wp-content/uploads/2010/03/queimados_foto_antiga1-300x234.jpg" alt="VISTA PARCIAL DA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS NA DÉCADA DE 40." width="300" height="234" /></a><p class="wp-caption-text">VISTA PARCIAL DA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS NA DÉCADA DE 40.</p></div>
<p>Em 1774 as terras foram adquiridas pelo <strong><em>Conde Modesto Leal</em></strong>, que anos mais tarde as transmitiu à Sociedade Anônima Normandie, que procurou loteá-las. Queimados tem um Distrito e este tem a sua origem na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu, confirmada por Alvará de 4 de Fevereiro de 1759. Era de Propriedade do <strong><em>Conde de Aljesur</em></strong>, que posteriormente vendeu a família <strong><em>Guinle</em></strong>.</p>
<div id="attachment_286" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.imaginarte.art.br/wp-content/uploads/2010/03/queimados_foto_antiga2.jpg"><img class="size-medium wp-image-286" title="queimados_foto_antiga2" src="http://www.imaginarte.art.br/wp-content/uploads/2010/03/queimados_foto_antiga2-300x175.jpg" alt="ESTAÇÃO DE QUEIMADOS – ANO DE 1955." width="300" height="175" /></a><p class="wp-caption-text">ESTAÇÃO DE QUEIMADOS – ANO DE 1955.</p></div>
<p>A cidade de Queimados, esta situada na zona oeste da Baixada Fluminense, emancipado do Município de Nova Iguaçu através da Lei Complementar nº 1793/90<strong>, </strong>possui em sua História<strong> <em>a tradição popular que conta que o nome de Queimados, surgiu num improviso de D.Pedro II</em></strong>, que chegando a cidade no dia 29 de março de 1858, a bordo de um comboio puxado pela locomotiva “Baronesa”, quis se dirigir ao povo daquela localidade que o homenageava, e perguntou a sua comitiva o nome daquele lugar. Como ninguém soubesse informar o nome daquele pequeno povoado, o Imperador olhou ao redor, procurando algo de referencial para que pudesse batizar aquele povoado, quando se deparou com uma “queimada” feita nas imediações. Não teve dúvidas e de estalo batizou o lugarejo com o nome que perdura até a atualidade. Queimados, na época, era o ponto final da ferrovia que ligaria a capital do Império, a cidade do Rio de Janeiro, até a cidade de São Paulo. <strong><em>Conta-se também, que serviu de refúgio a escravos e a exílio de leprosos, podendo a referida “queimada” ser de corpos de escravos fugidos, para servir de exemplo, ou de corpos de leprosos, já que naquela época, queimava-se os corpos dos leprosos falecidos, como forma de controle da doença. E isso pode ser constatado, porque existiu um hospital de leprosos, no bairro denominado Ponte Preta, dando a origem à Estrada do Lazareto. Queimados</em></strong>, até o século passado, fazia parte da área territorial da Fazenda do Conde Modesto Leal, que também incluía as localidades de Cabuçu, Marapicu e Prados Verdes. Esta fazenda estendia-se até os atuais Municípios de Itaguaí e Seropédica e se limitava nas matas do Rio Douro e de Jaceruba. Mais tarde essa propriedade foi comprada pela <strong><em>família Guinle</em></strong>, nome de batismo da principal Avenida de Queimados, a Avenida Irmãos Guinle. Dessa grande área, cerca de cem alqueires foram desmembrados e adquiridos pela <strong><em>família Azevedo,</em></strong> que vendeu em 1928 ao <strong><em>Dr. Guilherme Weinscheinck</em></strong>, que denominou como Fazenda Queimados. Vestígios dessa época são registrados pela população, que hoje chama o lugar que antes ficava a Sede da Fazenda de: “Fazenda Fanchem”, ou simplesmente “ Fanchem “.</p>
<p>Queimados foi elevada a condição de Distrito por duas vezes, até que em 1911, a sede do Distrito era Marapicu, quando a Lei 2008 a transferiu para o atual Município, o que não durou muito, porque em 1919 retornou a Marapicu e , cinco anos mais tarde, estabeleceu-se definitivamente na atual sede do Município. Durante a época de Ouro, o cultivo de laranja, em Queimados deu uma grande contribuição à economia do estado com vagões abarrotados dessas frutas em direção à Capital, para que fossem exportadas. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, os navios da Marinha Mercante Brasileira foram enviados à Itália, a serviço dos aliados, para combater os nazistas, com isso prejudicando em muito o comercio internacional dos saborosos frutos cítricos queimadense. Sem mercado interno de consumo, as grandes fazendas de laranja começaram a ruir, dando lugar aos primeiros loteamentos, Vila das Mangueiras, Vila das Porteiras, Vila dos Bambus e Vila do Tinguá, abrigando emigrantes oriundos de Minas Gerais, Espírito Santo e Nordeste, que em busca de emprego na Capital da República, encontravam terrenos baratos na baixada fluminense e, conseqüentemente, em Queimados. Após várias lutas, o processo de Emancipação de Queimados sai vitorioso em plebiscito de 25 de novembro de 1990, que é transformado em Lei nº 1.773 de 21 de dezembro de 1990, desmembrando-se assim do Município de Nova Iguaçu. Sua primeira eleição ocorreu em 03 de outubro de 1992, dando posse ao primeiro Prefeito em 1º de Janeiro de 1993.</p>
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